A Prefeitura de Salvador deu mais um passo para a implantação do Teleférico de Salvador, projeto que pretende conectar a região de Praia Grande a Campinas de Pirajá, integrando o Subúrbio Ferroviário ao sistema metroviário da capital baiana.
Nesta segunda-feira (21), a administração municipal publicou um aviso de Concorrência Internacional para contratar uma empresa especializada que prestará serviços de assessoria técnica relacionados às obras de implantação da Linha 1 do empreendimento. A contratação é conduzida pela Superintendência de Obras Públicas de Salvador (Sucop).
De acordo com o aviso, a empresa contratada deverá atuar no planejamento, programação e controle das obras, além de organizar e controlar a documentação, fiscalizar os serviços, oferecer apoio técnico à condução dos trabalhos e analisar e aprovar os projetos básicos e executivos.
A licitação será realizada de forma eletrônica, pelo critério de técnica e preço, com modo de disputa fechado. A abertura das propostas está prevista para 19 de novembro de 2026, às 10h, por meio do Portal de Compras do Governo Federal.
Trajeto de 4,3 quilômetros
A primeira linha do sistema terá aproximadamente 4,3 quilômetros de extensão, ligando a região de Praia Grande a Campinas de Pirajá. O percurso passará por áreas como Mané Dendê e Pirajá, chegando à região da BR-324 e à estação de metrô de Campinas de Pirajá.
A proposta é criar uma conexão entre a região do Subúrbio e um dos principais eixos de transporte de alta capacidade de Salvador. Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, uma viagem que atualmente pode levar entre 40 e 50 minutos poderá ser realizada pelo teleférico em aproximadamente 12 a 16 minutos.
O sistema está projetado para transportar até 3,2 mil passageiros por hora em cada sentido, ampliando as possibilidades de deslocamento entre o Subúrbio e o sistema metroviário.
Segundo o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, a implantação considera as características topográficas da região, marcada por grandes desníveis, e busca facilitar o acesso dos moradores ao metrô.
Integração com ônibus e metrô
O projeto prevê que o teleférico seja integrado ao sistema de transporte público de Salvador. A proposta é permitir que o passageiro utilize os ônibus para chegar às estações e faça o acesso ao novo modal utilizando o mesmo cartão de transporte.
A estação de Campinas de Pirajá deverá funcionar como ponto estratégico de integração com o metrô, estabelecendo uma conexão entre o Subúrbio Ferroviário, a BR-324 e o sistema metroviário da capital.
Intervenções no entorno das estações
Além da implantação da estrutura do teleférico, o projeto contempla intervenções urbanísticas nas áreas próximas às estações e aos demais equipamentos do sistema.
Entre as ações previstas estão melhorias de acessibilidade, organização da circulação de pedestres, implantação de equipamentos públicos, criação de espaços de convivência e medidas voltadas à valorização do comércio local.
Durante a preparação do empreendimento, foram realizados estudos de impacto social e ambiental, análises do entorno, sondagens e levantamentos topográficos. Os primeiros estudos de viabilidade técnica e concepção foram conduzidos pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).
Em julho deste ano, a Prefeitura já havia contratado a Fundação Instituto de Administração (FIA), por R$ 3,76 milhões, para consolidar estudos técnicos e estruturar o processo licitatório da Linha 1. O contrato tem prazo de nove meses.
A criação de uma comissão técnica formada por representantes da Sucop e da Secretaria Municipal de Mobilidade também marcou uma etapa anterior da preparação do processo licitatório. O grupo foi encarregado de analisar os estudos técnicos e auxiliar na organização da licitação.
Com a nova Concorrência Internacional, o projeto entra em mais uma fase de estruturação para a implantação do sistema que pretende modificar a conexão entre o Subúrbio Ferroviário e a rede de transporte de alta capacidade de Salvador.