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Supremacia brasileira

Brasil conquista a nona Copa América Feminina em final épica

Colômbia de Linda Caicedo enfrenta o Brasil de Marta, de igual pra igual


Num espetáculo digno de roteiro hollywoodiano, a seleção brasileira feminina conquistou o nono título da Copa América Feminina, ao empatar em 4 a 4 com a Colômbia e vencer a decisão por pênaltis por 5 a 4, confirmando sua supremacia no continente.

A final mais emocionante dos últimos anos

O duelo foi marcado por reviravoltas constantes: a Colômbia abriu o placar com Linda Caicedo, aos 24 minutos, mas o Brasil empatou com Angelina, de pênalti. Pouco depois, um gol contra de Tarciane recolocou as cafeteras na frente. Amanda Gutierres, aos 80', igualou novamente, somente para Mayra Ramírez recolocar a Colômbia na liderança aos 88'. A redenção viria nos acréscimos, com Marta empatando de fora da área.

Aos 115 minutos da prorrogação, em cobrança magistral de falta, Leicy Santos definiu o 4 a 4 e levou o jogo para os pênaltis.

Marta e Lorena: protagonistas da virada

Aos 39 anos, Marta entrou aos 82 minutos e fez dois gols decisivos: o primeiro nos acréscimos, o segundo na prorrogação - um final digno de despedida da maior jogadora da história da competição.

Já a goleira Lorena da Silva foi a heroína nos pênaltis, defendendo duas cobranças e garantindo o título após o erro de Jorelyn Carabalí, da Colômbia.

Brasil amplia hegemonia

Com a vitória, o Brasil soma 9 títulos em 10 edições, uma performance que ratifica sua supremacia na Copa América Feminina. A única seleção a quebrar esse domínio foi a Argentina, em 2006.

Foi o quinto título consecutivo das brasileiras, que já garantiram vaga também nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, assim como as colombianas, que foram vice-campeãs.

Palavras pós-jogo

A atacante Amanda Gutierres, artilheira do Brasil com seis gols, destacou o amadurecimento da seleção: “Essa equipe mostra uma mentalidade forte, a evolução do futebol feminino sul-americano está clara".

Impacto esportivo

Arthur Elias, técnico do Brasil, conquistou seu primeiro título com a seleção e o 17º de sua carreira, consolidando-se como um dos nomes mais vitoriosos do futebol feminino sul-americano.

A Colômbia, vice-campeã, manteve seu crescimento indiscutível, jogando de igual pra igual com as brasileiras e garantiu presença nos Jogos Olímpicos – um claro indício de que seguirá como adversária forte nas próximas competições.

Conclusão

Em uma final eletrizante, o Brasil reafirmou seu domínio no futebol feminino sul-americano: com vitória nos pênaltis após uma batalha de 120 minutos, e com atuações monstruosas de Marta e Lorena, garantiu a nona taça da Copa América e confirmou mais uma vez sua condição de potência continental. A taça segue em território brasileiro.



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