A Sociedade que Normalizou o Erro

Não se engane, Deus não se deixa escarnecer

Por Caetano Barata em 04/08/2026 às 04:33:14

Criminalizaram a palavra? Não. Criminalizaram o ser humano? Não. À luz das perspectivas jurídicas os freios e contrapesos morais são indispensáveis para que exista Justiça. E a fé? O homem médio rumina: “Isso não vai dar em nada”, “O homem tá rico, os ricos compram tudo”; “Você é bobo, isso sempre foi assim”. Nada modifica à presença dos maus exemplos. Quando uma sociedade é baseada em freios e contrapesos bíblicos, as chances de diminuição dos erros são maiores.

Na história, temos um fenômeno interessante, a partir da conversão de pagãos ao cristianismo dos séculos séculos XVI e XVII, com as circunstâncias da Reforma Protestante (nós estudamos sobre a Reforma Protestante no ensino fundamental, eu estudei). Quando lemos Max Weber à frente, alguns não leem, no seu clássico A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, entendemos que a mudança de vida dos homens afetou a comunidade da época e nos modifica, ainda hoje.

Na atualidade, tememos a percepção de vingança humana. Onde havia dezenas de ar livre evangelizando as comunidades de Mapele, Ilha de São João, Baixa da Jaqueira, Ponto de Parada, Góes Calmon, hoje, nos anima a mensagem do Evangelho aos sábados pela manhã no mercado municipal, tão somente, além dos TJ de porta em porta.

As grandes celebridades episcopais, se citarmos os textos bíblicos de: Ezequiel 34:2-10, talvez, alguns ainda duvidem ou criem interpretação extensiva e distorçam o texto, criando heresia para promover um contexto, no qual, o texto é indiscutível. Em Jeremias, 23: 1-2, temos os ais de Deus. Estes ais são geralmente associados à lógica de que não desnecessários já que é tão comum minimizar a importância do Antigo Testamento, saibam, Jesus não veio abolir a Lei.

Ah, mas, o Antigo Testamento não é a palavra de Deus, no livro de Mateus do capítulo 7, do versículo 15 ao 20, nós temos o alerta sobre os que vivem debaixo da pele de ovelha, mas, são lobos; ou seja, suas obras denunciam seu caráter criminoso, inescrupuloso, destes exemplos de péssimo modelo cristão. E argumentam: o Rei Davi fez coisas piores que eu, então, siga o caminho dele.

Então, podemos deixar a lógica deste editorial sem conclusão ou utilizar métodos compreensíveis, os quais, qualquer animal domesticado entenda a relação entre uma cidade considerada de maioria cristã e os abalos morais condenáveis, não por forças humanas; ainda que todas as autoridades sejam constituídas por Deus, coexistindo nelas independente de nossa vontade, a vontade de Deus. Este editorial é, antes de tudo, um chamado ao arrependimento e, depois, um convite à Fé e à Justiça.

Caetano Barata

Graduado em Direito/FBB, licenciado em Pedagogia/UNIME, Membro do Cadastro Nacional de Mediadores Judiciais e Conciliadores; Membro do PDRR-UFBA: Literatura, Direitos Civis e Constitucionalismo Negro, ex-Membro do CEPA - Círculo de Estudo, Pensamento e Ação. Ex-membro do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (COMPIR) de Simões Filho.

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